Não que pequenas decepções não podem ser tornar catástrofes, não que curtos devaneios não possam tornar-se grandes loucuras.
Quando se cala ao silêncio, ouve-se a voz que ele tem, assim como quanto se fecha os olhos para o escuro o mesmo se torna multicolor.
Não que eu esteja querendo escrever sobre autoajuda, mas o fato é que se nos fixarmos nos pequenos tombos nos veremos em um abismo e isso seria um desperdício de personalidade e de oportunidade.
Cada um tem sua dor, e quando ela é a única coisa "enxergável" não importa o quanto as pessoas ao redor tentem te convencer de que vai passar, de que foi o melhor, você não escuta, não por ser dramática, ou querer continuar sofrendo, mas porque esses conselhos não fazem o menor sentido no momento.
Se viessem me contar seus problemas em um dia que eu não estivesse bem eu responderia ás lamentações:
"Que legal seu namorado ter te traído, mas eu também já fui traída e tô vivinha..."
"Incrível a capacidade de você ter levado um pé na bunda e estar engordando 5 kg por dia, mas eu já emagreci 3 kg e hoje em dia tô gostosinha..."
As pessoas não falam coisas desse tipo, porque elas sabem exatamente a dor infinita que a outra está sentindo a ponto de não enxergar o que está por trás da nuvem escura.
Se eu tivesse que dar dicas sobre isso diria para cada um que sofresse por amor, ou pelo que acreditava ser amor, para que beba, muito e de uma vez só, pra no fim da noite possa se olhar no espelho e dizer pra si mesmo que não tinha que ter chegado a esse ponto.
Sair e beijar 15 em uma só noite, e depois descobrir que não precisava disso pra se sentir desejado, e que não é assim que você vai suprir sua necessidade de carinho.
Olharia bem as fotos, as lembranças e os ridiculos papéis da primeira bala, do primeiro chocolate, do primeiro cinema e outras coisas inúteis que com todo nosso romantismo e sensibilidade julgamos ser de suma importancia. Então, olhe bem pra tudo isso e chore o quanto for possível, o quanto os seus pulmões aguentarem escutando a música de vocês dois, depois canse e durma. A leveza que isso tras é mágica...
Conclusão: é tendo autopiedade que se esquece do que te faz sofrer, é a vergonha de olhar o ser decadente no qual você se tornou que te faz cortar o cabelo, comprar roupas novas, iniciar um regime... se renovar.
É , infelizmente virou algo meio autoajuda, mas fiquei satisfeita com o resultado. ;D
terça-feira, 31 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Sobre café e cigarros
Enquanto se imagina demais se faz de menos.
Simples, plena e objetiva como deveriam ser as decisões, como deveríam ser os medos.
Enquanto se tem medo de agir, se perde tempo.
Quântica, calma e dialética como são todas as realidades quando se corre atrás delas, quando se vai a luta e se conquista o desejado.
Mulheres comportadas raramente fazem história,
essa frase remexia na minha mente enquanto eu olhava pro teto. E era magnífico o quanto o teto era constante, de uma só cor, com uma retidão admirável, sem curvas e sem direções ou caminhos pra escolher.
Em contrapartida por mais que as direções me estressassem , elas me fascinavam, me faziam me sentir meio má, meio não-comportada, meio que fazendo história...
Seria tão simples se tudo se resumisse a café e cigarros, seria uma forma de êxtase hiperativo, de anestesia de desilusões.
Apagar os medos e as piores experiências como se tivesse uma dose diária de vodca, ou que fosse uma dose controlada por lágrimas ou angústia aparente.
Penso que o medo de se machucar ia diminuir, já que as experiências frustradas seriam apagadas. Contudo seria frustrante não lembrar das vezes que caiu e conseguiu levantar, das noites que chorou mas que passaram...
Não, nada de café ou cigarros ou sequer as doses de vodca.
Melhor é remexer frases de Marilyn Monroe filosofando sobre, sei lá, árvores, que são inconstantes e tem várias direções para seus galhos seguirem e crescerem.
Simples, plena e objetiva como deveriam ser as decisões, como deveríam ser os medos.
Enquanto se tem medo de agir, se perde tempo.
Quântica, calma e dialética como são todas as realidades quando se corre atrás delas, quando se vai a luta e se conquista o desejado.
Mulheres comportadas raramente fazem história,
essa frase remexia na minha mente enquanto eu olhava pro teto. E era magnífico o quanto o teto era constante, de uma só cor, com uma retidão admirável, sem curvas e sem direções ou caminhos pra escolher.
Em contrapartida por mais que as direções me estressassem , elas me fascinavam, me faziam me sentir meio má, meio não-comportada, meio que fazendo história...
Seria tão simples se tudo se resumisse a café e cigarros, seria uma forma de êxtase hiperativo, de anestesia de desilusões.
Apagar os medos e as piores experiências como se tivesse uma dose diária de vodca, ou que fosse uma dose controlada por lágrimas ou angústia aparente.
Penso que o medo de se machucar ia diminuir, já que as experiências frustradas seriam apagadas. Contudo seria frustrante não lembrar das vezes que caiu e conseguiu levantar, das noites que chorou mas que passaram...
Não, nada de café ou cigarros ou sequer as doses de vodca.
Melhor é remexer frases de Marilyn Monroe filosofando sobre, sei lá, árvores, que são inconstantes e tem várias direções para seus galhos seguirem e crescerem.
até então, arrependida.
Sem dormir, ela pensava em um jeito de se desculpar, já que podia demorar uma era para que pudesse vê-lo de novo e ela não podia deixar aquela má impressão de menina chatinha.
Scrap é muito "perseguição", telefonema nem se fala, sms discretinho? Seria uma opção se ele tivesse o número dela, o que não era o caso.
Tentava tirar declarações explícitas da cabeça e entre partir pra cima descaradamente e continuar esperando uma oportunidade inexistente ela tentava prestar atenção nos sinais que ela mesma criava pra facilitar a decisão.
MEDO, medo de rejeição, de fazer papel ridículo, dele mudar com ela, mas o pior medo era de desperdiçar o tempo e as poucas oportunidades que tinha por pura covardia. Afinal, se ela deixasse o pessimismo de lado iria enxergar a possibilidade de dar certo, dele a querer como agora ela tinha certeza que o queria e se ela fosse mais fundo e pensasse nas atitudes dele veria que ele nunca foi frio, nem a ignorou, então o máximo que poderia acontecer era ela receber um não e ficar com tanta vergonha que não quisesse mais olhar na cara dele, do tipo que até iria evitar os locais onde ele iria. (acho que esse pensamento não a ajudou muito, então ela voltou aos sinais)
Decidiu esperar, por mais que isso custasse, ver ele pessoalmente e pedir desculpas, observar reações e por mais que a tentação fosse forte, JAMAIS comprar revistinhas com manuais da conquista, isso seria autosuicídio.
Dormiu com esse pensamento meio cômico e sonhou com um relógio que corria depressa.
Scrap é muito "perseguição", telefonema nem se fala, sms discretinho? Seria uma opção se ele tivesse o número dela, o que não era o caso.
Tentava tirar declarações explícitas da cabeça e entre partir pra cima descaradamente e continuar esperando uma oportunidade inexistente ela tentava prestar atenção nos sinais que ela mesma criava pra facilitar a decisão.
MEDO, medo de rejeição, de fazer papel ridículo, dele mudar com ela, mas o pior medo era de desperdiçar o tempo e as poucas oportunidades que tinha por pura covardia. Afinal, se ela deixasse o pessimismo de lado iria enxergar a possibilidade de dar certo, dele a querer como agora ela tinha certeza que o queria e se ela fosse mais fundo e pensasse nas atitudes dele veria que ele nunca foi frio, nem a ignorou, então o máximo que poderia acontecer era ela receber um não e ficar com tanta vergonha que não quisesse mais olhar na cara dele, do tipo que até iria evitar os locais onde ele iria. (acho que esse pensamento não a ajudou muito, então ela voltou aos sinais)
Decidiu esperar, por mais que isso custasse, ver ele pessoalmente e pedir desculpas, observar reações e por mais que a tentação fosse forte, JAMAIS comprar revistinhas com manuais da conquista, isso seria autosuicídio.
Dormiu com esse pensamento meio cômico e sonhou com um relógio que corria depressa.
sábado, 28 de março de 2009
toda a certeza
Ela não estava certa do que queria, ou estava certa demais passando por lugares significativos e ouvindo vozes antigas de palavras que foram ditas entre sorrisos e beijos.
Tremia e tinha o coração acelerado como menininhas de 12 anos que estão perto das suas "paixonites".
Subia as escadas como se esperasse que não tivesse ninguém no seu destino e ela pudesse dar meia volta e voltar pra casa, mas desejando com todas as suas forças que alguém lhe recebesse com um sorriso enorme, um abraço e disesse em seu ouvido que estava com saudades. Ela havia repassado a cena milhões de vezes em sua mente, a troca de olhares, os sorrisos trocados entre vergonhas...
Fechou os olhos respirou fundo e entrou, fazia tanto tempo que aquele local nem era mais familiar, ele estava lá, com a cara boba, simples e incrivelmente encantadora de sempre, levantou e foi abraçá-la, nada de especial (infelizmente), mas era ele, ela e um abraço de meio segundo. A reação dela a partir daí foi decepcionante, não retribuira olhares curtos, sequer falou direito com ele. IDIOTA, BURRA. Ele vinha com a mesma simpatia, mas ela estava seca, quase ríspida e só respondia o perguntado, um verdadeiro desperdício de oportunidade. IDIOTA, BURRA, INCOPETENTE.
Ele foi embora e ela vazia.
Ela estava certa do que queria, de uma vez por todas.
"[...] Eu estava fraco demais para desistir
E forte demais para perder [...]"
(the best of you - foo fighters)
Tremia e tinha o coração acelerado como menininhas de 12 anos que estão perto das suas "paixonites".
Subia as escadas como se esperasse que não tivesse ninguém no seu destino e ela pudesse dar meia volta e voltar pra casa, mas desejando com todas as suas forças que alguém lhe recebesse com um sorriso enorme, um abraço e disesse em seu ouvido que estava com saudades. Ela havia repassado a cena milhões de vezes em sua mente, a troca de olhares, os sorrisos trocados entre vergonhas...
Fechou os olhos respirou fundo e entrou, fazia tanto tempo que aquele local nem era mais familiar, ele estava lá, com a cara boba, simples e incrivelmente encantadora de sempre, levantou e foi abraçá-la, nada de especial (infelizmente), mas era ele, ela e um abraço de meio segundo. A reação dela a partir daí foi decepcionante, não retribuira olhares curtos, sequer falou direito com ele. IDIOTA, BURRA. Ele vinha com a mesma simpatia, mas ela estava seca, quase ríspida e só respondia o perguntado, um verdadeiro desperdício de oportunidade. IDIOTA, BURRA, INCOPETENTE.
Ele foi embora e ela vazia.
Ela estava certa do que queria, de uma vez por todas.
"[...] Eu estava fraco demais para desistir
E forte demais para perder [...]"
(the best of you - foo fighters)
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