Estava eu, absorvida em pensamentos enquanto esperava minhas unhas secarem e ao mesmo tempo analisando minhas concepções de vida, ó Deus como eu sou versátil, mas enfim, houve um ponto que me segurou, pensei e repensei e parei no mesmo ponto: a minha falta de necessidade de viver muito. Não, não pense que eu estava com ideais suicidas ou coisas do tipo, longe de mim, mas todos os meu desejos e vontades esbarram nunca necessitaram de longevidade.
Faculdade? Carreira? Sim claro, posso ser ligeiramente intensa mas também sou um tanto quanto responsável, com uma enorme necessidade de planejar as coisas.
Bom, falemos então dessas minhas concepções urgentes.
Primeiramente sempre considerei meus amigos acima de tudo, de qualquer amor ou obrigação de namorada, como poderia ser diferente se são eles que me acompanham em todos os meus exageros e insanidades? Nunca tive muita paciência pra essa coisa toda de ficar fazendo média do tipo "não vou porque quando ele quizer ir eu não vou querer deixar" ninguém é dono de ninguém nem dos desejos de ninguém e acho que é por pensar assim que meus relacionamentos não duraram muito e eu resolvi parar de brincar disso.
Espero chegar a um ponto da minha vida, talvez quando eu tenha que, como diz minha avó, criar juízo que eu possa pensar que fiz tudo, bebi de tudo, pulei a janela pra ir a festas ou encontrar garotos, experimentei, aprontei, perdi a cabeça e voltei pra dormir até tarde sem culpa.
Estarei pronta para o amor da minha vida um dia, talvez aos 25, mas agora, aos 16, estou pronta para os amores de algumas horas, alguns dias e nada mais.
Acho que a palavra certa pra designar essa minha fase é urgência, urgência de vida, de emoção, de sentir absolutamente tudo, urgência...
Bom, se eu morrer aos 28 tenha certeza de que foi porque vivi direito, vivi demais, não muito, mas tudo.
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