Ela precisava de excessos, e ela foi atras dos excessos.
O alcool a fazia sentir bem, a sensação que ele despertava nela era anestésica, e fazia quanto tempo que ela não tinha essa sensação? Ela precisava disso, sem responsabilidades, sem culpa.
Ela queria ele lá um pouco, com ela assim como estavam os outros casais, mas seria demais pedir isso, demais pedir pra que ele ficasse com ela a festa inteira. Ele não era assim, ele não era dela, ele sequer estava lá.
Então ou era 8 ou 80, a anestesia ia terminar e o mundo real ia acordá-la amanhã de manhã junto com uma dor de cabeça insuportável.
Ela estava pronta pros exageros e os exageros a esperavam.
Caiu no pior e mais ousado da noite, se entregou pra que a noite a levasse. Só a noite, nenhum outro ele ia pegar carona nisso, era ela, era dela a noite e a garrafa de vodca.
Feche os olhos e sinta o mundo rodar, querida.
Se os príncipes encantados não percebem que devem ficar com as respectivas princesas, as princesas tem que dar seu jeito. E depois dessa recarga, a princesa tava prontinha pra jogar o jogo dele do jeito dela.
domingo, 26 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Se eu abrir os olhos você jura não partir
Era tempo demais pra suportar e era tão ruim sentir as memórias indo embora por falta de recarga.
Ela pensava em tudo todos os dias antes de dormir pra não deixar nada escapar, pra fazer ficar pra sempre marcado nela como se tivesse sido ontem. Era cruel!
Nos seus piores devaneios de volta da escola, com um cigarro na mão, a chuva no rosto e um pouco de frio ela a imaginava ligando pra ele, sem motivo, sem assunto só pra dizer que estava com saudade... mas o devaneio terminou junto com o cigarro e com a imagem dele sem entender, ou pior, dele entendendo tudo. A imagem era ruim demais para se pensar. Então ela subiu as escadas mastigando um halls e esquecendo um pouco.
Ela pensava em tudo todos os dias antes de dormir pra não deixar nada escapar, pra fazer ficar pra sempre marcado nela como se tivesse sido ontem. Era cruel!
Nos seus piores devaneios de volta da escola, com um cigarro na mão, a chuva no rosto e um pouco de frio ela a imaginava ligando pra ele, sem motivo, sem assunto só pra dizer que estava com saudade... mas o devaneio terminou junto com o cigarro e com a imagem dele sem entender, ou pior, dele entendendo tudo. A imagem era ruim demais para se pensar. Então ela subiu as escadas mastigando um halls e esquecendo um pouco.
terça-feira, 21 de abril de 2009
É sempre amor mesmo que mude
Hoje eu estava me lembrando de tudo que eu passei sozinha, de tudo que eu guardei comigo, de todos os dilemas que por mais que eu ouvisse conselhos era eu que tinha que decidir no final e pagar pra ver. No meio dessas memórias eu comecei a lembrar de uma rotina mais calma que eu mantinha a 2 anos atras.
Lembrei de como eu sempre tive amigos que iam comigo pra praça vazia só pra não ter que ficar vendo malhação.
Lembrei dos aniversários de amizade, dos três anos que eu vivi com as melhores pessoas que eu já conheci na vida, com quem compartilhei minha primeira bebedeira, com quem eu chorei e ri, com quem só de olhar eu já sabia tudo.
Aí eu comecei a pensar em todas as pessoas que eu conheci nesse 1 ano e meio que eu me mudei e percebi que eu posso não ter muita sorte no setor romântico, mas em compensação sei escolher muito bem meus amigos.
Conclui por último então, que eu nunca tive uma decisão que eu tomei sozinha, nenhuma vitória que eu não tivesse alguém ao meu lado pra abraçar em comemoração, nenhuma derrota que eu não tivesse um bom ouvido pra me ajudar a aguentar. Obrigada meus amores!
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
(Vinícios de Moraes)
Lembrei de como eu sempre tive amigos que iam comigo pra praça vazia só pra não ter que ficar vendo malhação.
Lembrei dos aniversários de amizade, dos três anos que eu vivi com as melhores pessoas que eu já conheci na vida, com quem compartilhei minha primeira bebedeira, com quem eu chorei e ri, com quem só de olhar eu já sabia tudo.
Aí eu comecei a pensar em todas as pessoas que eu conheci nesse 1 ano e meio que eu me mudei e percebi que eu posso não ter muita sorte no setor romântico, mas em compensação sei escolher muito bem meus amigos.
Conclui por último então, que eu nunca tive uma decisão que eu tomei sozinha, nenhuma vitória que eu não tivesse alguém ao meu lado pra abraçar em comemoração, nenhuma derrota que eu não tivesse um bom ouvido pra me ajudar a aguentar. Obrigada meus amores!
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
(Vinícios de Moraes)
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Belo e Incerto
Então ela fechou a porta do carro e toda a noite passou dentro da sua cabeça, as cores brilhavam em sua mente assim como as luzes brilhavam quando eles se abraçaram. As palavras dele se repetiamincessantemente e ela sorria ao lembrar dos olhares e das brincadeiras de sempre.
Lembrava de como ela tinha saído de casa, com uma mistura de pessimismo e esperança dentro de si e uma maquiagem preta que a deixava linda. E foi ele que a encontrou, e ela só teve o trabalho de permanecer simpática como sempre e deixar que o resto fluísse.
Mas no instante em que ela o viu e sentiu que suas emoções desejavam outra coisa ela chegou a desistir e se conformar com os seus sonhos imaginados nunca realizados. Ela chorou enquanto a melodia era triste e olhou no fundo dos olhos dele como em uma despedida, mas nesse instante ela sentiu seus olhos nos dela, quentes e plenos como sempre, sem combinar com sua emoção interna.
Tudo importava pra ela, e ela deixou que tudo se apagasse e ele a abraçasse, deixou que o calor do seu olhar a dominasse e foi em um segundo...
Foi a simpatia, ela tinha certeza, foi ela estar decepcionada e aberta pra cultivar apenas uma amizade que o fez chegar mais perto. Ou não, poderia ser a decepção que ele havia sofrido poucos minutos antes. Era a decepção.
O pensamento dela oscilava entre o querer e o orgulho gritante que mexia com ela, foi aí que ela resolveu ouvir a música e esquecer o resto. Ela deitou no ombro dele e deixou ele cantar no ouvido dela. Ela entrou no carro quando ele abriu a porta e foi. Não ia doer enquanto a música não parasse, mas a música ia parar, uma hora ela ia parar.
Lembrava de como ela tinha saído de casa, com uma mistura de pessimismo e esperança dentro de si e uma maquiagem preta que a deixava linda. E foi ele que a encontrou, e ela só teve o trabalho de permanecer simpática como sempre e deixar que o resto fluísse.
Mas no instante em que ela o viu e sentiu que suas emoções desejavam outra coisa ela chegou a desistir e se conformar com os seus sonhos imaginados nunca realizados. Ela chorou enquanto a melodia era triste e olhou no fundo dos olhos dele como em uma despedida, mas nesse instante ela sentiu seus olhos nos dela, quentes e plenos como sempre, sem combinar com sua emoção interna.
Tudo importava pra ela, e ela deixou que tudo se apagasse e ele a abraçasse, deixou que o calor do seu olhar a dominasse e foi em um segundo...
Foi a simpatia, ela tinha certeza, foi ela estar decepcionada e aberta pra cultivar apenas uma amizade que o fez chegar mais perto. Ou não, poderia ser a decepção que ele havia sofrido poucos minutos antes. Era a decepção.
O pensamento dela oscilava entre o querer e o orgulho gritante que mexia com ela, foi aí que ela resolveu ouvir a música e esquecer o resto. Ela deitou no ombro dele e deixou ele cantar no ouvido dela. Ela entrou no carro quando ele abriu a porta e foi. Não ia doer enquanto a música não parasse, mas a música ia parar, uma hora ela ia parar.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
melodia
Coisas que não saem do pensamento e que acumulam esperiências nunca vividas e inimagináveis até para as pessoas que compartilhavam de sua vida, ela nunca iria publicá-las ou revelá-las da maneira corretamente sonhada a ninguém que não fosse o seu travesseiro.
Entre a linha da contemplação e do admirado existia uma ponte de luzes e fios que se entrelaçavam ao som da melodia inaudível no momento. Entrelaçados. Permaneciam.
Em algum momento, a melodia torna-se clara e as luzes se apagam, ou mudam para outras direções tão mais convenientes quanto menos satisfatórias, não sei ao certo o motivo, mas o que não muda é a consequência dos laços ainda costurantes no ar e enraizados no interno, no eterno, por centésimos de segundo. Mas trocados, os fios não vinham só de uma parte, vinham de ambas e se cruzavam dando mais ênfase ao que foi traçado, ao que em tão pouco tempo foi trilhado.
Então, a melodia para e tudo que se resta é calor, calor de presença, calor de correspondência. Calor e estilhaços de linhas e luzes abafados ao som de uma nova melodia.
(os olhares cruzavam-se, os medos dissipavam-se)
Era sábia a maneira com que ela refez os sonhos em palavras, uma vez que é tão difícil de acompanhar por quem não sente, por quem nunca sentiu o ardor e a raridade de um olhar apaixonado correspondido e bonificado.
Entre a linha da contemplação e do admirado existia uma ponte de luzes e fios que se entrelaçavam ao som da melodia inaudível no momento. Entrelaçados. Permaneciam.
Em algum momento, a melodia torna-se clara e as luzes se apagam, ou mudam para outras direções tão mais convenientes quanto menos satisfatórias, não sei ao certo o motivo, mas o que não muda é a consequência dos laços ainda costurantes no ar e enraizados no interno, no eterno, por centésimos de segundo. Mas trocados, os fios não vinham só de uma parte, vinham de ambas e se cruzavam dando mais ênfase ao que foi traçado, ao que em tão pouco tempo foi trilhado.
Então, a melodia para e tudo que se resta é calor, calor de presença, calor de correspondência. Calor e estilhaços de linhas e luzes abafados ao som de uma nova melodia.
(os olhares cruzavam-se, os medos dissipavam-se)
Era sábia a maneira com que ela refez os sonhos em palavras, uma vez que é tão difícil de acompanhar por quem não sente, por quem nunca sentiu o ardor e a raridade de um olhar apaixonado correspondido e bonificado.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Estava eu, vadiando por comunidades então achei umas com falas de Gossip Girl bem interessantes, espero que despertem em vocês o mesmo sentimento irresponsável, noturno e impaciente que em mim.
XoXo
Esse é o mantra de Serena Van der Woodsen, não é? Sem culpa, sem responsabilidades. As coisas apenas acontecem. Sabe, você costumava me dizer que tinha medo de que as pessoas vissem seu verdadeiro "eu". Talvez você seja a única que não consegue ver a si mesma. De onde estou, essa é você.
Sonhos, todos tem o seu. Alguns bons, alguns ruins.. Alguns que você desejaria esquecer. Algumas vezes percebe que os superou. Algumas vezes sente que estão finalmente tornando realidade. E alguns de nós.. só têm pesadelos. Mas não importa o que sonhe, quando a manhã chega, a realidade se intromete, e o sonho começa a escapar.
Toda garota sonha em encontrar seu príncipe encantado. Mas se esse príncipe se recusa a vir... uma garota precisa dar um jeito com suas próprias mãos.
O problema com contos de fadas é que eles levam uma garota ao desapontamento. Na vida real, o príncipe foge com a princesa errada.. ou o feitiço acaba e os dois amantes se dão conta de que são melhores com o que quer que sejam. Mas vou confessar, de vez em quando uma garota consegue seu final de conto de fadas.
Dizem que não importa a verdade, as pessoas veêm o que elas querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrir que elas estavam olhando a mesma cena o tempo todo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase o alcançaram. Algumas pessoas podem ver que elas estavam lá o tempo todo. E, em seguida, há aquelas pessoas, os que correm na medida do possível para que não precisem olhar pra si mesmos.
XoXo
Esse é o mantra de Serena Van der Woodsen, não é? Sem culpa, sem responsabilidades. As coisas apenas acontecem. Sabe, você costumava me dizer que tinha medo de que as pessoas vissem seu verdadeiro "eu". Talvez você seja a única que não consegue ver a si mesma. De onde estou, essa é você.
Sonhos, todos tem o seu. Alguns bons, alguns ruins.. Alguns que você desejaria esquecer. Algumas vezes percebe que os superou. Algumas vezes sente que estão finalmente tornando realidade. E alguns de nós.. só têm pesadelos. Mas não importa o que sonhe, quando a manhã chega, a realidade se intromete, e o sonho começa a escapar.
Toda garota sonha em encontrar seu príncipe encantado. Mas se esse príncipe se recusa a vir... uma garota precisa dar um jeito com suas próprias mãos.
O problema com contos de fadas é que eles levam uma garota ao desapontamento. Na vida real, o príncipe foge com a princesa errada.. ou o feitiço acaba e os dois amantes se dão conta de que são melhores com o que quer que sejam. Mas vou confessar, de vez em quando uma garota consegue seu final de conto de fadas.
Dizem que não importa a verdade, as pessoas veêm o que elas querem ver. Algumas pessoas podem dar um passo para trás e descobrir que elas estavam olhando a mesma cena o tempo todo. Algumas pessoas podem ver que suas mentiras quase o alcançaram. Algumas pessoas podem ver que elas estavam lá o tempo todo. E, em seguida, há aquelas pessoas, os que correm na medida do possível para que não precisem olhar pra si mesmos.
sábado, 4 de abril de 2009
cofre.
Ele estava tão ausente da vida dela e ao mesmo tempo tão presente em seus pensamentos, devaneios e sonhos. E isso duraria enquanto durasse sua acomodação, o que supostamente se prolongaria por tempo sulficiente para que ela o tirasse da cabeça, por mais que não fosse isso que ela quisesse, era a única forma indolor de levar a situação. E porque escolher a forma indolor? Porque era o mais fácil, embora menos eficiente, era a mais estável.
Ela havia se acustumado a ser hermética, a ser vazia e ter mais tempo pra futilidades do que pra sentimentos, o que mudara de uns tempos pra cá, em que todo o seu espaço mental havia acomodado outra prioridade, outra distração. Não era fácil aceitar tanta mudança sem se enrolar um pouco com as decisões.
A decisão havia sido tomada, mas devido a eficácia duvidável o projeto de execução havia sido adiado pra quando ela fosse mais segura.
SEGURA, SEGURA, SEGURA.
Seguraça é difícil quando se trata de amor, mas não chegava a ser amor, seria muita audácia classificar aquele sentimentozinho crescente em amor, então porque ser tão difícil, pra que tanta segurança?
Não, não era pra tanto, só mais um pouco de clareza bastaria, um pouco de certeza, doses mínimas de vodca e alguns cigarros baratos serviriam bem.
Eram tantas idéias bailando em seu cérebro que ela ficava tonta as vezes, lembrando das regrinhas de "como seduzir o gato dos sonhos by Capricho" e rindo de si mesma ao tentar tornar racional algo que não tinha lógica nem pra ela, e não havia de ter pra ninguém. Fechava os olhos e tentava lembrar de situações que trouxessem pistas de que algo poderia sair bem e que provasse que nem tudo seriam massacres violentos ao seu sensível lado emocional que tantas vezes foi guardado dentro de cofres feitos de ferro, experiência e frustração.
A sequência correta seria: abrir o cofre, respirar confiança e colocar a decisão em prática, já que a chave do cofre ela já havia encontrado.
Ela havia se acustumado a ser hermética, a ser vazia e ter mais tempo pra futilidades do que pra sentimentos, o que mudara de uns tempos pra cá, em que todo o seu espaço mental havia acomodado outra prioridade, outra distração. Não era fácil aceitar tanta mudança sem se enrolar um pouco com as decisões.
A decisão havia sido tomada, mas devido a eficácia duvidável o projeto de execução havia sido adiado pra quando ela fosse mais segura.
SEGURA, SEGURA, SEGURA.
Seguraça é difícil quando se trata de amor, mas não chegava a ser amor, seria muita audácia classificar aquele sentimentozinho crescente em amor, então porque ser tão difícil, pra que tanta segurança?
Não, não era pra tanto, só mais um pouco de clareza bastaria, um pouco de certeza, doses mínimas de vodca e alguns cigarros baratos serviriam bem.
Eram tantas idéias bailando em seu cérebro que ela ficava tonta as vezes, lembrando das regrinhas de "como seduzir o gato dos sonhos by Capricho" e rindo de si mesma ao tentar tornar racional algo que não tinha lógica nem pra ela, e não havia de ter pra ninguém. Fechava os olhos e tentava lembrar de situações que trouxessem pistas de que algo poderia sair bem e que provasse que nem tudo seriam massacres violentos ao seu sensível lado emocional que tantas vezes foi guardado dentro de cofres feitos de ferro, experiência e frustração.
A sequência correta seria: abrir o cofre, respirar confiança e colocar a decisão em prática, já que a chave do cofre ela já havia encontrado.
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