Coisas que não saem do pensamento e que acumulam esperiências nunca vividas e inimagináveis até para as pessoas que compartilhavam de sua vida, ela nunca iria publicá-las ou revelá-las da maneira corretamente sonhada a ninguém que não fosse o seu travesseiro.
Entre a linha da contemplação e do admirado existia uma ponte de luzes e fios que se entrelaçavam ao som da melodia inaudível no momento. Entrelaçados. Permaneciam.
Em algum momento, a melodia torna-se clara e as luzes se apagam, ou mudam para outras direções tão mais convenientes quanto menos satisfatórias, não sei ao certo o motivo, mas o que não muda é a consequência dos laços ainda costurantes no ar e enraizados no interno, no eterno, por centésimos de segundo. Mas trocados, os fios não vinham só de uma parte, vinham de ambas e se cruzavam dando mais ênfase ao que foi traçado, ao que em tão pouco tempo foi trilhado.
Então, a melodia para e tudo que se resta é calor, calor de presença, calor de correspondência. Calor e estilhaços de linhas e luzes abafados ao som de uma nova melodia.
(os olhares cruzavam-se, os medos dissipavam-se)
Era sábia a maneira com que ela refez os sonhos em palavras, uma vez que é tão difícil de acompanhar por quem não sente, por quem nunca sentiu o ardor e a raridade de um olhar apaixonado correspondido e bonificado.
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Ameii muito! Perfeito! ♥
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