quinta-feira, 16 de abril de 2009

Belo e Incerto

Então ela fechou a porta do carro e toda a noite passou dentro da sua cabeça, as cores brilhavam em sua mente assim como as luzes brilhavam quando eles se abraçaram. As palavras dele se repetiamincessantemente e ela sorria ao lembrar dos olhares e das brincadeiras de sempre.
Lembrava de como ela tinha saído de casa, com uma mistura de pessimismo e esperança dentro de si e uma maquiagem preta que a deixava linda. E foi ele que a encontrou, e ela só teve o trabalho de permanecer simpática como sempre e deixar que o resto fluísse.
Mas no instante em que ela o viu e sentiu que suas emoções desejavam outra coisa ela chegou a desistir e se conformar com os seus sonhos imaginados nunca realizados. Ela chorou enquanto a melodia era triste e olhou no fundo dos olhos dele como em uma despedida, mas nesse instante ela sentiu seus olhos nos dela, quentes e plenos como sempre, sem combinar com sua emoção interna.
Tudo importava pra ela, e ela deixou que tudo se apagasse e ele a abraçasse, deixou que o calor do seu olhar a dominasse e foi em um segundo...
Foi a simpatia, ela tinha certeza, foi ela estar decepcionada e aberta pra cultivar apenas uma amizade que o fez chegar mais perto. Ou não, poderia ser a decepção que ele havia sofrido poucos minutos antes. Era a decepção.
O pensamento dela oscilava entre o querer e o orgulho gritante que mexia com ela, foi aí que ela resolveu ouvir a música e esquecer o resto. Ela deitou no ombro dele e deixou ele cantar no ouvido dela. Ela entrou no carro quando ele abriu a porta e foi. Não ia doer enquanto a música não parasse, mas a música ia parar, uma hora ela ia parar.

2 comentários:

  1. lindo amor, parabéns, vc tem a manha de escrever...te amo, saudades bjus

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  2. Day.. melhor impossível...fã nº1.Tee amo;♥

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