Ela adoraria uma festa, só pra poder vê-lo, depois de tanto tempo ela tinha perdido as esperanças, ou as migalhas que existiam, ela só queria vê-lo sorrir.
Fazia mais de um mês, repito colocando ênfase no MÊS, não é como dias ou semanas que passam como passam trens na estação, ou diria ainda melhor, metrôs. Faz mais de um mês e tanta coisa podia ter acontecido com ele, ela estava disposta a ligar só pra dizer que estava com saudades, mas nunca tinha oportunidade, nunca tinha paz e silêncio pra respirar fundo e digitar as teclas no telefone, então foi passando assim, dias, semanas, mês e nada, ele poderia estar namorando uma hora dessas e ela não se perdoaria por ter deixado passar tanto tempo, por ter deixado escapar chances que ela podia ter construído com um simples telefonema que camuflasse em risos e besteiras todas as intenções contidas nele, todas as espectativas, esperanças e desejos que uma única linha telefônica separavam.
O tempo havia piorado as coisas, principalmente nessa semana e ela não sabia porque, mas enfim, garotos pra aumentar a lista não a interessavam, em algumas de suas poucas tentativas ela pensava tanto nele que a situação chegava a enojá-la, não, isso não era normal e era isso que ela repetia incansavelmente.
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