Ela não queria ter que pensar tanto nele antes de dormir, mas era inevitável, foi a forma que ela encontrou nas últimas semanas pro sono chegar mais rápido e pra aumentar a probabilidade de sonhar com ele, o que era um tanto pré-adolescente em excesso, confesso, mas era bom.
O desejo de esquecer não gritava dentro dela, nem quando ela lembrava da impossibilidade (?) das suas fantasias tornarem-se realidade, era tão bom alimentar as fantasias e inventar histórias que iam de um cinema a uma viagem, oscilavam entre o intervalo entre a escola e o curso de fotografia e o sábado a noite.
Quanto mais ela imaginava, mas ela queria ter ele mais perto, ela queria ele sorrindo, olhando pra ela e sentindo ela. Ela podia viver assim, fechando os olhos e ouvindo a voz dele repetidamente, repetidamente.
Quando ela pensava ela sentia, quando ela lembrava ela se alegrava com o fato de ter tido pelo menos uma vez, que fosse antes da realidade bater, que fosse antes da décima segunda badalada do relógio, mas que fosse, que fosse intenso que fosse real, a única cena real a qual ela se agarrava quando se sentia sozinha.
Ela enxergava os sinais e via letras e nomes e escutava as pessoas e não conseguia pensar que não tinha uma ligação naquilo tudo, que não tivesse uma mãozinha mágica em toda aquela perfeição, mas era a perfeição que a tornava insegura, depois de ter escutado tanto que tudo que é perfeito é único e não se repete ela sentia medo de não ser real nunca mais, por mais que essa fosse sua idéia pessimista que não a deixasse voar demais quando ela vinha com a total força do seu significado era apagada pela lembrança de um beijo ou uma risada que provocavam sensações mais satisfatórias.
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