De repente o único lugar do mundo onde você não gostaria de estar te prende, algema seus pulsos e te puxa pelo masoquismo, comecei então procurando o melhor lugar da platéia para admirar o espetáculo, então fiquei a observá-lo atentamente como uma forma de cavar mais fundo o buraco que estava crescendo dentro de mim, quem sabe se ele ficasse fundo o bastante não me sugaria para dentro de si onde nenhum som pudesse me alcançar. Não obtive sucesso, ao contrário, senti que alguém havia jogado um punhado de sal na ferida aberta, senti repuxar e arder e passar, não seria otimista o sulficiente pra considerá-la fechada, curada mas a senti parar de pulsar e pude até pensar na cicatrização e nas marcas que ela deixaria pra trás, marcas que estariam lá mas não doeriam mais.
Como que por autopiedade meus sorrisos tornaram-se mais brilhantes e minhas risadas eram quase gritos na tentativa de demonstrar indiferença, ou até mesmo uma ponta de felicidade, afinal, eu estava com aqueles que me entendiam, com aqueles com os quais eu podia ser eu mesma... Era praticamente uma obrigação que eu estivesse feliz, digo isso com a memória de poucas lágrimas que eu senti marear meus olhos, mas que morreram antes mesmo de se tornarem aparentes, eu as matava as absorvia e transportava todo o seu sal para o ferida afim de forçar uma cicatrização imediata. Não obtive sucesso mais uma vez e talvez não o obtivesse nunca.
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