domingo, 28 de junho de 2009

Que

Que fosse por vontade ou impressão, que fosse por querer ou não conseguir resistir, que fosse pelo simples estar.
Que ficasse, ora, comigo por instantes, não horas, por dias a fio como se a minha presença fosse vital.
Que sentisse meu coração em teu ouvido e esquecesse de tudo, esquecesse a vinda do sol ou a vida sem mim.
Que voltasse ao tempo certo quando este acabasse.
Que tocasse a música e calasse a voz; que a boca, em busca de outra distração, se calasse aos poucos e aos poucos se achegasse.
Que aconchegasse as mãos nas minhas e sentisse o calor ou fogo que se dissipava por tudo em mim afim de te contagiar de tal forma que fosse impossível largar-me.
E por fim que permanesse em nós o desejo de permanecer.

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